O "pior", o melhor se tornou!!

Dois anjos vestidos de Mulher foram hoje, a minha salvação!! Sim, mulheres, bem vestidas, de salto alto, com sacos de compras na mão tiraram-me de um pesadelo de fim de dia. Apareceram no local exacto, na hora certa para fazerem a sua boa acção do dia e, ainda por cima, comigo...
Cheguei ao carro, depois de um dia de trabalho, e eis que me apercebo logo que algo não está bem, o botão das luzes aceso... Esta cabecinha de rola tinha-se esquecido (com a pressa?) de desligar as luzes que demanhã foram necessárias por causa do nevoeiro. Como se afastasse as energias menos boas pensei positivo e engatei a chave do carro, tentei ligar e NADA... Aconteceu o que eu sabia que ia acontecer mas que não queria acreditar!! Respirei fundo, pensei um pouco, os cabos de bateria estariam na mala e uma alma caridosa me ia ajudar, segundo pensamento. Abri a mala do carro e NADA... Que faço agora? Quem me vai ajudar? É então que me aparecem dois anjos, pedi desculpa de estar a incomodar e logo a seguir perguntei se tinham uns cabos de bateria para me auxiliar... A Senhora, que me pareceu logo disponivel e entendida no assunto, disse-me:
-Não tenho cabos, mas espere um pouco. Poisou as compras, tirou o casaco, arregaçou as mangas e começou logo a tentar empurrar o carro... Calma menina, tudo se resolve, não se preocupe que ele pega... Nem que seja depois da primeira tentativa... E assim foi, à terceira (não fosse o ditado que à terceira era de vez...) pegou!!
Fiquei tão contente mas tão contente.. Apesar de tudo, foi a melhor coisa que me aconteceu hoje... Sou mesmo uma pessoa sortuda... Devíamos ser todos assim, disponíveis, sem medos, com energia positiva, com força de coragem, enfim...
Não sei o nome dessas mulheres, de onde são nem o que fazem mas também não preciso, sei que são pessoas felizes, decerteza, e isso basta-me.
Agradeci por tudo e vim com um enorme sorriso na cara. As boas histórias normalmente acabam sempre bem.
Se me lerem, por acaso, OBRIGADO!!


"Tu és o meu amor perfeito. Não sei exactamente quem és nem a cidade a que pertences, mas és muito bonito, tens um coração onde cabe o mundo inteiro, gostas de ler e de rir e os teus amigos dizem que és o melhor amigo do mundo. Gostas de viajar, falas várias linguas e consegues fazer piadas em todas elas. Andas de ténis e de calças com bolsos, tens uns olhos enormes e o cabelo despenteado. Nunca serás um senhor de gravata, nunca serás administrador de um banco, nunca chegarás a casa com cara de chato, como fazem aqueles maridos que deixam crescer a barriga, andam de pantufas e passam horas colados aos canais de desporto.

Tu és o meu amor perfeito, que me escreve bilhetes, que me dá a mão na rua, que me abraça no meio de todas as praças e me leva para a cama sem hora marcada. Tens um sorriso enorme e sempre que olhas para mim, sinto uma fábrica de borboletas no estômago e tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque sabes fazer-me a pessoa mais feliz do mundo.

Não sei em que país vives ou de que planeta desceste, mas tenho a certeza que vives na terra e que tal como eu, sonhas com um amor perfeito, feito de paz e de açucar, um amor seguro e tranquilo que a distância não mata nem o silêncio consome."

Coimbra...

Dizem por ai que Coimbra tem mais "encanto na hora da despedida", naturalmente também eu cantava sem pensar muito no assunto. Hoje, no meu percurso ate Coimbra, uma das minhas cidades, dei por mim a pensar como é bela Coimbra a cada regresso... Nem me dei conta da despedida, estava um pouco farta, talvez saturada, e quando dei por mim já outra cidade me tinha acolhido. Mas hoje, o meu coração ficou cheio, transbordava de alegria, fazer a estrada que tantas e tantas vezes me viu passar, ora num sentido ora no outro, teve para mim dois "sabores": amargo, por saber que aqueles que comigo caminharam, hoje não estariam à minha espera para o café na esplanada da D. Olga, como de costume, e doce por saber que esses mesmos estarão comigo na vida.
Tantas e tantas coisas que vivi em Coimbra, afinal foram 4 anos... Chorei de tanto rir, chorei de coração partido e desesperado, conheci pessoas, lugares, aprendi muito do que sou, fiz palermices, disse tontices, enfim...
Hoje vim com o sentimento de missão cumprida, não sei bem explicar porquê mas assim me senti, talvez por vir com um papelzeco na mão!


P.S. - Fotógrafo? Am[ad]or!