m[atar] as saudades...
Hoje é um daqueles dias que me apetece escrever... Não sei exatamente o quê mas escrever... Já não escrevo há muito tempo (talvez já nem saiba escrever!!)... Existiem fases assim... Mais ausentes e outras mais presentes!!
O nosso planeta é mesmo redondo e não pára de girar e como isso a nossa vida também não pára. E a minha, não é excepção. Muitas mudanças tomaram conta de mim... Há três meses que mudei de morada, estou aproximadamente a 500Km de "casa" (está entre aspas porque eu sei que a nossa casa é o MUNDO e onde somos felizes), com um trabalho completamente diferente que me ajudou a vários níveis, um deles a conhecer a região do Allgarve (a exagerar um bocadinho, até pareço um GPS!!) outro deles foi a saber ter paciência na estrada e a reconhecer que apesar de ter estudado e ter uma licenciatura é preciso trabalhar, seja a fazer o que for, porque é o esforço de cada dia é o que nos fortalece, pelo menos a mim...
Nem sempre faço o que gosto, como gosto, chego ao fim do dia cansada, com sentimento de ser explorada mas ao mesmo tempo feliz porque trabalho e há dias que tudo corre bem e chego a casa com um sentimento de trabalho cumprido. Gostava de ter outro tipo de trabalho, é certo, ganhar um pouco mais, trabalhar com outras pessoas e para outras pessoas, crescer, aprender, evoluir mas acredito que o tempo e a vontade me vão ajudar.
Há momentos que me apetece largar tudo, tenho saudades de casa, da familia, do Salvinhas, da avó Alice, dos meus amigos, dos momentos que passava da vidinha que levava e existem outros que me fazem sonhar. Tenho ao meu lado um homem que amo e admiro, que não me deixa desistir, que me apoia, me dá carinho, me leva a conhecer lugares extraordinários, que me dá a mão quando mais preciso ou o peito para sonhar quando a felicidade transborda a realidade.
A nossa casinha aqui é pequenina, como eu!! Mas nela cabe toda a felicidade que se pode ter quando se vive a dois. Existem dias como o de hoje, que ele entrou às 14h e saiu à pouco (ainda não chegou a casa) que mal nos vimos porque entrei às 9h e saí às 19h30 mas saber que ele chegará a casa, que juntos na cama falaremos do nosso dia, de como correu, que aconteceu e que juntos "rezamos" (o Vasco não reza!!) para que o dia de amanhã seja melhor mas se não for melhor pelo menos igual já é bom, já me enche o coração.
Aproveitamos o melhor que conseguimos e podemos, todos os nossos tempinhos livres, tanto um com o outro como nós e os nossos, alguns novos, amigos. Momentos bons, muito bons que temos passado. Descobrir lugares novos, lindos, escondidos, já fomos passear a Tavira (cascata do Pego do Inferno), centro histórico, só nos falta as Ilhas, quem sabe nas próximas folgas? Já jantamos na Fuseta, lugar pequeno, de pescadores, com esplanadas simples e com poucos turistas (por falar nisso, já se iam embora não? isto está uma confusão... até chateia!! fila para tudo!!), também já fomos à "Ilha" do farol, perto de Olhão, linda, linda, aconselho vivamente mas em segredo!! Sem falar em praias... Algumas... Muitas... Alte, Salir, Paderne, são vilas mais no interior no Concelho de Loulé, muito mais calmas e com muito para usufruir! Também não esquecemos a noite, claro!! Saímos para dançar sempre que nos apetece (e não são assim tantas vezes como era de esperar de uns jovens!! lol!!). Gosto de Loulé à noite apesar de bastante mais sossegado e abafado... O vento por lá não corre!! Molhamos o pezinho no festival MED, muito bom!! Para repetir!! Jantamos em Silves, num ambiente medieval e ao som de tambores e música oriental!! E daí trouxemos um instrumento de sopro para nos acalmar as saudades de um pequeno lá de casa!
Já vai longa a escrita não? É hoje que me têm de dizer para parar, se não... É agora... Em jeito de despedida posso dizer que tudo é novo para mim, aqui, que cada dia é uma descoberta que vale a pena. Nem tudo é bom mas nada é mau. Vou vivendo... Construindo uma felicidade que um dia me vai orgulhar assim como já me orgulha muito. Afinal já sou uma mulherzinha!! Pequenina, becas (como diz alguém) mas feliz.
Hoje vou para a cama mais leve... Mas com muitas saudades...
O nosso planeta é mesmo redondo e não pára de girar e como isso a nossa vida também não pára. E a minha, não é excepção. Muitas mudanças tomaram conta de mim... Há três meses que mudei de morada, estou aproximadamente a 500Km de "casa" (está entre aspas porque eu sei que a nossa casa é o MUNDO e onde somos felizes), com um trabalho completamente diferente que me ajudou a vários níveis, um deles a conhecer a região do Allgarve (a exagerar um bocadinho, até pareço um GPS!!) outro deles foi a saber ter paciência na estrada e a reconhecer que apesar de ter estudado e ter uma licenciatura é preciso trabalhar, seja a fazer o que for, porque é o esforço de cada dia é o que nos fortalece, pelo menos a mim...
Nem sempre faço o que gosto, como gosto, chego ao fim do dia cansada, com sentimento de ser explorada mas ao mesmo tempo feliz porque trabalho e há dias que tudo corre bem e chego a casa com um sentimento de trabalho cumprido. Gostava de ter outro tipo de trabalho, é certo, ganhar um pouco mais, trabalhar com outras pessoas e para outras pessoas, crescer, aprender, evoluir mas acredito que o tempo e a vontade me vão ajudar.
Há momentos que me apetece largar tudo, tenho saudades de casa, da familia, do Salvinhas, da avó Alice, dos meus amigos, dos momentos que passava da vidinha que levava e existem outros que me fazem sonhar. Tenho ao meu lado um homem que amo e admiro, que não me deixa desistir, que me apoia, me dá carinho, me leva a conhecer lugares extraordinários, que me dá a mão quando mais preciso ou o peito para sonhar quando a felicidade transborda a realidade.
A nossa casinha aqui é pequenina, como eu!! Mas nela cabe toda a felicidade que se pode ter quando se vive a dois. Existem dias como o de hoje, que ele entrou às 14h e saiu à pouco (ainda não chegou a casa) que mal nos vimos porque entrei às 9h e saí às 19h30 mas saber que ele chegará a casa, que juntos na cama falaremos do nosso dia, de como correu, que aconteceu e que juntos "rezamos" (o Vasco não reza!!) para que o dia de amanhã seja melhor mas se não for melhor pelo menos igual já é bom, já me enche o coração.
Aproveitamos o melhor que conseguimos e podemos, todos os nossos tempinhos livres, tanto um com o outro como nós e os nossos, alguns novos, amigos. Momentos bons, muito bons que temos passado. Descobrir lugares novos, lindos, escondidos, já fomos passear a Tavira (cascata do Pego do Inferno), centro histórico, só nos falta as Ilhas, quem sabe nas próximas folgas? Já jantamos na Fuseta, lugar pequeno, de pescadores, com esplanadas simples e com poucos turistas (por falar nisso, já se iam embora não? isto está uma confusão... até chateia!! fila para tudo!!), também já fomos à "Ilha" do farol, perto de Olhão, linda, linda, aconselho vivamente mas em segredo!! Sem falar em praias... Algumas... Muitas... Alte, Salir, Paderne, são vilas mais no interior no Concelho de Loulé, muito mais calmas e com muito para usufruir! Também não esquecemos a noite, claro!! Saímos para dançar sempre que nos apetece (e não são assim tantas vezes como era de esperar de uns jovens!! lol!!). Gosto de Loulé à noite apesar de bastante mais sossegado e abafado... O vento por lá não corre!! Molhamos o pezinho no festival MED, muito bom!! Para repetir!! Jantamos em Silves, num ambiente medieval e ao som de tambores e música oriental!! E daí trouxemos um instrumento de sopro para nos acalmar as saudades de um pequeno lá de casa!
Já vai longa a escrita não? É hoje que me têm de dizer para parar, se não... É agora... Em jeito de despedida posso dizer que tudo é novo para mim, aqui, que cada dia é uma descoberta que vale a pena. Nem tudo é bom mas nada é mau. Vou vivendo... Construindo uma felicidade que um dia me vai orgulhar assim como já me orgulha muito. Afinal já sou uma mulherzinha!! Pequenina, becas (como diz alguém) mas feliz.
Hoje vou para a cama mais leve... Mas com muitas saudades...
1+1=1
"Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que nunca perdi."
Gostei!!
Já não escrevo há muito tempo... Entretanto já aconteceram muitas coisas na minha vida que gostaria de partilhar com quem me lê, principalmente fotografias da minha viagem a Paris, de fins de semana de passeio e de noites entre amigos mas como ainda hoje não é possivel e oportonidades não faltarão, fica aqui um artigo de Ricardo Araújo Pereira que saiu na Visão de ontem. GOSTEI TANTO...
"Um dia, num protesto contra a política educativa do Governo um cidadão da minha idade resolveu avançar com um argumento de autoridade e mostrou o rabo à ministra. Não é, de todo, o pior e mais deselegante argumento que já vi esgrimir (se se pode dizer de um rabo foi esgrimido) no âmbito de um debate político, mas ainda assim o gesto fez com que aquilo a que se chama «a minha geração» passasse a ser conhecida como «geração rasca». Nunca me queixei. Pelo menos no que me dizia respeito, o título pareceu-me adequado à minha personalidade, e não gosto de censurar ninguém por ser perspicaz. Hoje, a geração que entra no mercado de trabalho é conhecida por «geração dos 500 euros». O que definia a minha geração era o seu carácter; o que define esta é o seu salário. Na verdade, há uma hipótese inquetante: é possivel que quem paga a esta geração seja a minha. Esta pode ser a geração dos 500 euros, porque quem lhe estabelece o salário é a geração rasca. Tudo aponta para isso: somos mais velhos do que eles, e portanto é lógico que tenhamos cargos de chefia quando eles saem da escola. E é próprio de um patrão rasca generalizar o pagamento de salário de 500 euros. Sobretudo, é improvável que a «geração rasca» e a «geração de 500 euros» coincidam: quem é rasca, em principio arranja sempre maneira de ganhar mais de 500 euros.
Como costuma dizer normalmente quem tem muito dinheiro, o dinheiro não é importante. Sempre me comoveu que pessoas ricas tivessem a gentileza de partilhar connosco (logo elas, que são tantas vezes avessas de partilhar) uma ideia formada com conhecimento de causa: o dinheiro não traz felicidade. Essa é, no entanto, uma das características que eu mais aprecio no dinheiro: a felicidade é tão fugaz, tão frágil, e às vezes, tão imoral, que acaba por ser higiénico e nobre que o dinheiro não a traga. Para falar com franqueza, não conheço nada que traga felicidade. Mas -chamem-me sentimental - acho que o dinheiro não traz felicidade de nenhuma maneira especial. Vendo bem, a minha geração teve bastante mais sorte do que esta: uma pessoa pode mudar o seu carácter, mas na esmagadora maioria das vezes não pode mudar o seu salário. É BEM MAIS FÁCIL deixar de mostrar o rabo do que passar a ganhar mais de 500 euros."
"Um dia, num protesto contra a política educativa do Governo um cidadão da minha idade resolveu avançar com um argumento de autoridade e mostrou o rabo à ministra. Não é, de todo, o pior e mais deselegante argumento que já vi esgrimir (se se pode dizer de um rabo foi esgrimido) no âmbito de um debate político, mas ainda assim o gesto fez com que aquilo a que se chama «a minha geração» passasse a ser conhecida como «geração rasca». Nunca me queixei. Pelo menos no que me dizia respeito, o título pareceu-me adequado à minha personalidade, e não gosto de censurar ninguém por ser perspicaz. Hoje, a geração que entra no mercado de trabalho é conhecida por «geração dos 500 euros». O que definia a minha geração era o seu carácter; o que define esta é o seu salário. Na verdade, há uma hipótese inquetante: é possivel que quem paga a esta geração seja a minha. Esta pode ser a geração dos 500 euros, porque quem lhe estabelece o salário é a geração rasca. Tudo aponta para isso: somos mais velhos do que eles, e portanto é lógico que tenhamos cargos de chefia quando eles saem da escola. E é próprio de um patrão rasca generalizar o pagamento de salário de 500 euros. Sobretudo, é improvável que a «geração rasca» e a «geração de 500 euros» coincidam: quem é rasca, em principio arranja sempre maneira de ganhar mais de 500 euros.
Como costuma dizer normalmente quem tem muito dinheiro, o dinheiro não é importante. Sempre me comoveu que pessoas ricas tivessem a gentileza de partilhar connosco (logo elas, que são tantas vezes avessas de partilhar) uma ideia formada com conhecimento de causa: o dinheiro não traz felicidade. Essa é, no entanto, uma das características que eu mais aprecio no dinheiro: a felicidade é tão fugaz, tão frágil, e às vezes, tão imoral, que acaba por ser higiénico e nobre que o dinheiro não a traga. Para falar com franqueza, não conheço nada que traga felicidade. Mas -chamem-me sentimental - acho que o dinheiro não traz felicidade de nenhuma maneira especial. Vendo bem, a minha geração teve bastante mais sorte do que esta: uma pessoa pode mudar o seu carácter, mas na esmagadora maioria das vezes não pode mudar o seu salário. É BEM MAIS FÁCIL deixar de mostrar o rabo do que passar a ganhar mais de 500 euros."
O "pior", o melhor se tornou!!
Dois anjos vestidos de Mulher foram hoje, a minha salvação!! Sim, mulheres, bem vestidas, de salto alto, com sacos de compras na mão tiraram-me de um pesadelo de fim de dia. Apareceram no local exacto, na hora certa para fazerem a sua boa acção do dia e, ainda por cima, comigo...
Cheguei ao carro, depois de um dia de trabalho, e eis que me apercebo logo que algo não está bem, o botão das luzes aceso... Esta cabecinha de rola tinha-se esquecido (com a pressa?) de desligar as luzes que demanhã foram necessárias por causa do nevoeiro. Como se afastasse as energias menos boas pensei positivo e engatei a chave do carro, tentei ligar e NADA... Aconteceu o que eu sabia que ia acontecer mas que não queria acreditar!! Respirei fundo, pensei um pouco, os cabos de bateria estariam na mala e uma alma caridosa me ia ajudar, segundo pensamento. Abri a mala do carro e NADA... Que faço agora? Quem me vai ajudar? É então que me aparecem dois anjos, pedi desculpa de estar a incomodar e logo a seguir perguntei se tinham uns cabos de bateria para me auxiliar... A Senhora, que me pareceu logo disponivel e entendida no assunto, disse-me:
-Não tenho cabos, mas espere um pouco. Poisou as compras, tirou o casaco, arregaçou as mangas e começou logo a tentar empurrar o carro... Calma menina, tudo se resolve, não se preocupe que ele pega... Nem que seja depois da primeira tentativa... E assim foi, à terceira (não fosse o ditado que à terceira era de vez...) pegou!!
Fiquei tão contente mas tão contente.. Apesar de tudo, foi a melhor coisa que me aconteceu hoje... Sou mesmo uma pessoa sortuda... Devíamos ser todos assim, disponíveis, sem medos, com energia positiva, com força de coragem, enfim...
Não sei o nome dessas mulheres, de onde são nem o que fazem mas também não preciso, sei que são pessoas felizes, decerteza, e isso basta-me.
Agradeci por tudo e vim com um enorme sorriso na cara. As boas histórias normalmente acabam sempre bem.
Se me lerem, por acaso, OBRIGADO!!

"Tu és o meu amor perfeito. Não sei exactamente quem és nem a cidade a que pertences, mas és muito bonito, tens um coração onde cabe o mundo inteiro, gostas de ler e de rir e os teus amigos dizem que és o melhor amigo do mundo. Gostas de viajar, falas várias linguas e consegues fazer piadas em todas elas. Andas de ténis e de calças com bolsos, tens uns olhos enormes e o cabelo despenteado. Nunca serás um senhor de gravata, nunca serás administrador de um banco, nunca chegarás a casa com cara de chato, como fazem aqueles maridos que deixam crescer a barriga, andam de pantufas e passam horas colados aos canais de desporto.
Tu és o meu amor perfeito, que me escreve bilhetes, que me dá a mão na rua, que me abraça no meio de todas as praças e me leva para a cama sem hora marcada. Tens um sorriso enorme e sempre que olhas para mim, sinto uma fábrica de borboletas no estômago e tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, porque sabes fazer-me a pessoa mais feliz do mundo.
Não sei em que país vives ou de que planeta desceste, mas tenho a certeza que vives na terra e que tal como eu, sonhas com um amor perfeito, feito de paz e de açucar, um amor seguro e tranquilo que a distância não mata nem o silêncio consome."
Coimbra...
Dizem por ai que Coimbra tem mais "encanto na hora da despedida", naturalmente também eu cantava sem pensar muito no assunto. Hoje, no meu percurso ate Coimbra, uma das minhas cidades, dei por mim a pensar como é bela Coimbra a cada regresso... Nem me dei conta da despedida, estava um pouco farta, talvez saturada, e quando dei por mim já outra cidade me tinha acolhido. Mas hoje, o meu coração ficou cheio, transbordava de alegria, fazer a estrada que tantas e tantas vezes me viu passar, ora num sentido ora no outro, teve para mim dois "sabores": amargo, por saber que aqueles que comigo caminharam, hoje não estariam à minha espera para o café na esplanada da D. Olga, como de costume, e doce por saber que esses mesmos estarão comigo na vida.
Tantas e tantas coisas que vivi em Coimbra, afinal foram 4 anos... Chorei de tanto rir, chorei de coração partido e desesperado, conheci pessoas, lugares, aprendi muito do que sou, fiz palermices, disse tontices, enfim...
Hoje vim com o sentimento de missão cumprida, não sei bem explicar porquê mas assim me senti, talvez por vir com um papelzeco na mão!
P.S. - Fotógrafo? Am[ad]or!
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